sexta-feira, 8 de abril de 2016
JOSUÉ DE CASTRO
http://www.josuedecastro.com.br/port/index.html
| Josué de Castro é uma destas figuras marcantes de cientista que teve uma profunda influência na vida nacional e grande projeção internacional nos anos que decorreram entre 1930 e 1973. Ele dedicou o melhor de seu tempo e de seu talento para chamar a atenção para o problema da fome e da miséria que assolavam e que, infelizmente ainda assolam, o mundo. |
quinta-feira, 7 de abril de 2016
BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul
O que faz o BRICS?
Desde a sua criação, o BRICS tem
expandido suas atividades em duas principais vertentes: (i) a coordenação em
reuniões e organismos internacionais; e (ii) a construção de uma agenda de
cooperação multissetorial entre seus membros.
Com relação à coordenação dos BRICS
em foros e organismos internacionais , o mecanismo privilegia a esfera da
governança econômico-financeira e também a governança política. Na primeira, a
agenda do BRICS confere prioridade à coordenação no âmbito do G-20, incluindo a
reforma do FMI. Na vertente política, o BRICS defende a reforma das Nações
Unidas e de seu Conselho de Segurança, de forma a melhorar a sua
representatividade, em prol da democratização da governança internacional. Em
paralelo, os BRICS aprofundam seu diálogo sobre as principais questões da
agenda internacional.
Cinco anos após a
primeira Cúpula, em 2009, as atividades intra-BRICS já abrangem cerca de 30
áreas, como agricultura, ciência e tecnologia, cultura, espaço exterior, think
tanks, governança e segurança da Internet, previdência social, propriedade
intelectual, saúde, turismo, entre outras.
Entre as vertentes mais promissoras
do BRICS, destaca-se a área econômico-financeira, tendo sido assinados dois
instrumentos de especial relevo na VI Cúpula do BRICS (Fortaleza, julho de
2014): os acordos constitutivos do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) – voltado
para o financiamento de projetos de infraestrutura e desenvolvimento
sustentável em economias emergentes e países em desenvolvimento –, e do Arranjo
Contingente de Reservas (ACR) – destinado a prover apoio mútuo aos membros do
BRICS em cenários de flutuações no balanço de pagamentos. O capital inicial
subscrito do NBD foi de US$ 50 bilhões e seu capital autorizado, US$ 100
bilhões. Os recursos alocados para o ACR, por sua vez, totalizarão US$ 100
bilhões.
A coordenação política entre os
membros do BRICS se faz e continuará a ser feita sem elementos de confrontação
com demais países. O BRICS está aberto à cooperação e ao engajamento
construtivo com terceiros países, assim como com organizações internacionais e
regionais, no tratamento de temas da atualidade internacional.
Histórico do BRICS
A coordenação entre Brasil, Rússia,
Índia e China (BRIC) iniciou-se de maneira informal em 2006, com reunião de
trabalho à margem da abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em 2007, o
Brasil assumiu a organização do encontro à margem da Assembleia Geral e, nessa
ocasião, verificou-se que o interesse em aprofundar o diálogo merecia a
organização de reunião específica de Chanceleres do então BRIC (ainda sem a
África do Sul).
A primeira reunião formal de
Chanceleres do BRIC foi realizada em 18 de maio de 2008, em Ecaterimburgo, na
Rússia. Desde então, o acrônimo, criado alguns anos antes pelo mercado
financeiro, não mais se limitou a identificar quatro economias emergentes,
passando o BRICs a constituir uma nova entidade político-diplomática.
Desde 2009, os Chefes de Estado e de
Governo dos BRICs se encontram anualmente. Nos últimos sete anos, ocorreram
sete reuniões de Cúpula, com a presença de todos os líderes do mecanismo:
·
I Cúpula: Ecaterimburgo, Rússia, junho de 2009;
·
II Cúpula: Brasília, Brasil, abril de 2010;
·
III Cúpula: Sanya, China, abril de 2011;
·
IV Cúpula: Nova Délhi, Índia, março de 2012;
·
V Cúpula: Durban, África do Sul, março de 2013;
·
VI Cúpula: Fortaleza, Brasil, julho de 2014 e
·
VII Cúpula: Ufá, Rússia, julho de 2015.
A I Cúpula inaugurou
a cooperação em nível de Chefes de Estado e de Governo do então BRIC – (a
África do Sul ainda não havia sido incorporada ao mecanismo). Realizada sob o
impacto da crise iniciada em 2008, a reunião teve seus debates centrados em
temas econômicos e financeiros, com ênfase na reforma das instituições
financeiras internacionais e na atuação do G-20 para a recuperação da economia
mundial, ademais de discussões sobre temas políticos, como a necessidade de
reforma das Nações Unidas. Além da Declaração, a I Cúpula emitiu documento de
seguimento intitulado “Perspectivas para o Diálogo entre Brasil, Rússia, Índia
e China”.
A II Cúpula,
sediada no Brasil, aprofundou a concertação política entres os membros do BRIC
e caracterizou-se pelo crescimento exponencial, ao longo de 2010, das
iniciativas de cooperação intra-BRIC – reunião dos Chefes dos Institutos
Estatísticos e publicação de duas obras com estatísticas conjuntas dos países
membros; encontro de Ministros da Agricultura do grupo; encontro de Presidentes
de Bancos de Desenvolvimento; Seminário de Think Tanks; encontro de
Cooperativas; Fórum Empresarial; e II Reunião de Altos Funcionários
Responsáveis por Temas de Segurança. Além da Declaração de Brasília, foi
emitido o “Documento de Seguimento da Cooperação entre Brasil, Rússia, Índia e
China”.
Com o ingresso da
África do Sul, a III Cúpula consolidou a composição do que
passou a ser denominado BRICS. Diante da relevância econômica da África do Sul
no continente africano, sua construtiva atuação política no cenário
internacional e sua representatividade geográfica o seu ingresso agrega
importante contribuição ao mecanismo. Além de aprofundar a cooperação setorial
já existente, na Cúpula de Sanya foram lançadas novas iniciativas em áreas como
saúde e ciência e tecnologia. Associado à Cúpula, realizou-se encontro de
Ministros do Comércio para discutir os rumos da Rodada de Doha. Na Declaração,
os parceiros reafirmaram a necessidade de reforma das Nações Unidas, com a
inclusão, pela primeira vez, de menção ao tema do alargamento da composição do
Conselho de Segurança. Além dos assuntos econômico-financeiros, o
documento menciona temas como: condenação ao terrorismo; incentivo ao uso de
energias renováveis e ao uso pacífico de energia nuclear; importância dos
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e da erradicação da fome e da pobreza.
Na oportunidade, foi aprovado Plano de Ação, anexo à Declaração, com diretrizes
voltadas ao aprofundamento da cooperação existente e à exploração de novas
áreas. Além de outros encontros ministeriais, o Plano de Ação institucionalizou
a reunião de Chanceleres à margem do Debate Geral da Assembleia Geral das
Nações Unidas.
Além da realização
dos eventos tradicionais, que consolidaram e aprofundaram os dois pilares de
atuação do BRICS – coordenação em foros multilaterais e cooperação intra-grupo
–, a IV Cúpula lançou as bases para um terceiro pilar: a
cooperação financeira com terceiros países, mediante a criação do “Banco
BRICS”, liderado pelos cinco países e voltado ao financiamento de projetos de
infraestrutura e desenvolvimento sustentável, nos países do BRICS e também nos
demais países emergentes e em desenvolvimento. A Declaração da IV Cúpula
estabeleceu grupo de trabalho para estudar a viabilidade da iniciativa.
Adicionalmente, em sequência a entendimentos anteriores, foram assinados,
durante o evento, dois acordos entre os Bancos de Desenvolvimento dos BRICS,
visando a facilitar a concessão de créditos em moedas locais.
A V Cúpula realizou-se
sob o o tema “BRICS e África: Parceria para o Desenvolvimento, Integração e
Industrialização”. O encontro de Durban encerrou o primeiro ciclo de Cúpulas do
BRICS, tendo cada país sediado uma reunião de Chefes de Estado ou de Governo.
Os principais resultados do encontro foram: início das negociações para constituição
do Arranjo Contingente de Reservas, com capital inicial de US$ 100 bilhões
(parágrafo 10 da Declaração); aprovação do relatório de viabilidade e
factibilidade do “Banco de Desenvolvimento dos BRICS” e decisão de dar
continuidade aos entendimentos para o lançamento da nova entidade (parágrafo 9
da Declaração); assinatura de dois acordos entre os Bancos de Desenvolvimento
dos BRICS (parágrafo 12 da Declaração); estabelecimento do Conselho Empresarial
do BRICS; e estabelecimento do Conselho de Think Tanksdo BRICS.
Após o encerramento da Cúpula, os mandatários do BRICS encontraram-se com
lideranças africanas, em evento sob o tema “Liberando o potencial da África:
Cooperação entre BRICS e África em Infraestrutura”.
A VI Cúpula foi
realizada em Fortaleza, em julho de 2014, sob o tema "Crescimento
Inclusivo: Soluções Sustentáveis". O encontro deu início ao segundo ciclo
de reuniões do mecanismo. Previamente à Cúpula, tiveram lugar, em março, no Rio
de Janeiro, reuniões do Conselho de Think Tanks e do Foro
Acadêmico do BRICS, que deram a partida aos encontros ligados à Cúpula.,
Em Fortaleza, foram assinados os acordos constitutivos do Novo Banco de
Desenvolvimento (parágrafos 11 e 12 da Declaração) e do Arranjo Contingente de
Reservas (parágrafo 13 da Declaração), entre outros resultados. Foi celebrado,
ademais, Memorando de Entendimento para Cooperação Técnica entre Agências de
Crédito e Garantias às Exportações do BRICS, bem como acordo entre os bancos
nacionais de desenvolvimento dos BRICS para a cooperação em inovação.
A VII
Cúpula do BRICS foi realizada em Ufá, Rússia, em julho de 2015. A
Cúpula de Ufá foi marcada pela ratificação dos acordos constitutivos do Novo
Banco de Desenvolvimento e do Arranjo Contingente de Reservas. Foram realizadas
as primeiras reuniões do Conselho de Governadores e da Diretoria do Banco.
Os entendimentos mantidos entre os Bancos Centrais do BRICS durante a
Cúpula tornaram o Arranjo Contingente de Reservas plenamente operacional. Os Líderes
do BRICS aprovaram em Ufá a "Estratégia para a Parceria Econômica",
roteiro para a intensificação, diversificação e aprofundamento das trocas
comerciais e de investimento entre os cinco países. Foram assinados acordos de
cooperação cultural e de cooperação entre os Bancos de Desenvolvimento dos
BRICS e o Novo Banco de Desenvolvimento.
Fonte: www.itamaraty.gov.br. Acesso em 07/04/2016
JOGOS PARALÍMPICOS
História
Um novo caminho para os
feridos da Segunda Grande Guerra
Há
pelo menos 100 anos, o esporte tem disputas entre atletas com algum tipo de
deficiência física. Em 1888, Berlim, na Alemanha, já contava com clubes que
promoviam a participação de surdos nos esportes. Mas foi somente depois da
Segunda Guerra Mundial (1939-1945) que as competições entre aqueles que depois
seriam chamados de atletas paralímpicos ganharam força mundialmente. E com o
propósito, justamente, de acolher o grande número de soldados feridos nos
combates.
Em 1944, a pedido do governo
britânico, o médico Ludwig Guttmann abriu um centro especializado em lesões na
coluna, no Stoke Mandeville Hospital, onde a reabilitação por meio do esporte
evoluiu de recreacional para competitiva.
Em 29 de julho de 1948, na cerimônia
de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres, Guttmann organizou a primeira
competição em cadeiras de rodas, à qual chamou de Jogos de Stoke Mandeville.
Dezesseis militares inscritos, entre homens e mulheres com algum tipo de lesão,
participaram do torneio de tiro com arco. Em 1952, militares holandeses
aderiram ao movimento e os Jogos de Stoke Mandeville se tornaram
internacionais.
Os
primeiros Jogos Paraolímpicos, sob esse nome, foram realizados em Roma, na
Itália, em 1960, com 400 inscritos, de 23 países. Desde então, são promovidos a
cada quatro anos, assim como os Jogos Paraolímpicos de Inverno, que tiveram sua
primeira edição em 1976, com sede em Örnsköldsvik, na Suécia.
Foi
ainda em 1960 que a Federação Mundial de Ex-Militares instalou um Grupo
Internacional de Trabalho do Esporte para Deficientes, encarregado de estudar
os problemas enfrentados por essas pessoas, com relação à prática desportiva. A
partir das conclusões desse grupo, foi criada a Organização Internacional
Esportiva para os Deficientes (ISOD na sigla em inglês), em 1964, que passou a
oferecer oportunidades para atletas deficientes - com problemas de visão,
amputados, pessoas com paralisia cerebral e paraplégicos - que não podiam se
inscrever nos Jogos de Stoke Mandeville, que já contava com sua Federação
Internacional (ISMGF, na sigla em inglês).
Com 16 países filiados no início, a
ISOD trabalhou duro para incluir atletas cegos e amputados nos Jogos Olímpicos
de Toronto-1976, no Canadá, e com paralisia cerebral em Arnhem-1980, na
Holanda. O objetivo da ISOD era abraçar todos os tipos de deficiência no futuro
e atuar como um comitê "co-coordenador" dos Jogos Paraolímpicos.
No
entanto, foram fundadas outras organizações ligadas a pessoas deficientes, como
a Associação Internacional de Esporte e Recreação para Atletas com Paralisia
Cerebral (CPISRA na sigla em inglês) e a Federação Internacional de Esportes
para Cegos (IBSA), que nasceram, respectivamente, em 1978 e 1980. Assim, as
quatro entidades acabaram por criar o Comitê Internacional Co-coordenador de
Esportes para Deficientes no Mundo (ICC), em 1982, pela necessidade de
trabalhar em conjunto para os Jogos Paraolímpicos.
Inicialmente, portanto, o ICC foi composto
pelos presidentes da CPISRA, da IBSA, da ISMGF e da ISOD, além de seus
secretários-gerais e de um membro adicional (primeiro, foram os
vice-presidentes; depois, os oficiais técnicos).
O Comitê Internacional de Esportes
para Surdos (CISS, na sigla em inglês) e as Federações Internacionais
Esportivas para Pessoas com Deficiência Intelectual (INAD-FID) se juntaram ao
ICC em 1986 (com os surdos ainda mantendo sua própria organização).
Com o tempo, os países-membros
reivindicaram maior representação nacional e continental no ICC. Em 22 de
setembro de 1989, o Comitê Paraolímpico Internacional foi fundado como entidade
sem fins lucrativos em Dusseldorf, na Alemanha, para atuar como órgão dirigente
do movimento parallímpico global. Foi acertado, em inglês, que fosse
"paralímpico", sob argumento de que a denominação derivaria da
preposição grega "para" (ao lado) e da palavra olímpico, significando
que os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos caminhariam em paralelo, lado a lado.
Desde a Olimpíada de Seul-1988, na
Coreia do Sul, e da Olimpíada de Inverno em Albertville-1992, na França, os
Jogos Paraolímpicos são disputados nas mesmas cidades e locais de competição
dos Jogos Olímpicos, em acordo com os respectivos Comitês Internacionais.
Guttmann: o pai do
paradesporto
Filho mais velho de uma família judia
ortodoxa de Tost, na Alemanha (atualmente na Polônia), Ludwig Guttmann nasceu
em 1899 e teve três irmãs. Com 18 anos, apresentou-se como enfermeiro
voluntário no Hospital para Acidentes com Mineiros, depois de testemunhar um
acidente e ficar impressionado. Foi nesse hospital que se interessou pelo caso
de um paciente que deu entrada com lesão nas costas e paralisia abaixo da
cintura, morto semanas depois por infecção urinária que evoluiu para
septicemia.
Com 19 anos, em 1918, Guttmann
começou a estudar Medicina na Universidade de Breslau, hoje Wroclaw, na
Polônia, onde passou cinco anos. Após uma inclinação para a área de Pediatria,
acabou se especializando em Neurologia e Neurocirurgia. Na década de 1930, já
era diretor do hospital da cidade e reconhecido no país por seu trabalho, até
que Adolph Hitler se tornou chanceler, em 1933. Impedido de trabalhar
livremente pelas pressões exercidas sobre os judeus, Guttmann aceitou convite
do governo britânico e mudou-se em 1939 para Oxford com a mulher, Else, e dois
filhos pequenos, Dennis e Eva. Lá,e desenvolveria projetos de pesquisas.
Após a eclosão da Segunda Guerra
Mundial em 1939, o governo britânico decidiu se preparar para um contingente
maior de soldados que certamente voltariam ao país com ferimentos graves,
principalmente depois das investidas de 1944 contra as forças alemãs. Para os
feridos, seria organizada uma ala hospitalar especializada em lesões de medula,
para funcionar em regime de prontidão. As opções para a unidade eram as cidades
de Basingstoke ou Stoke Mandeville.
Em
setembro de 1943, Guttmann foi convidado a dirigir essa ala, onde iria
desenvolver métodos de tratamento para casos de paraplegia. A decisão foi por
Stoke Mandeville e o médico assumiu seu posto em 1944 como diretor dessa ala,
chamada inicialmente de Enfermaria X (Ward X, em inglês) e dotada de 26 leitos
para mutilados de guerra e pacientes paralíticos. A unidade iria se tornar o
Centro Nacional de Lesões da Coluna, no Hospital de Stoke Mandeville.
De acordo com artigo do cardiologista
Lauro Arruda, publicado no site do Hospital do Coração, de São Paulo, Guttmann
estudava e ajudava as pessoas que ficavam presas a camas ou cadeiras e que em
três anos chegaram a um índice de mortalidade de 18% por conta de escaras,
infecções ou de depressão. Foi quando, além de começar a usar a fisioterapia no
tratamento, Guttmann pensou também em usar o esporte para motivar esses pacientes,
começando por arremessos de bola, para exercitar os membros superiores. Os
reflexos da iniciativa produziram um aumento de resistência física e de
auto-estima.
Um veterano da Primeira Guerra
Mundial (1914-1918), que havia passado 26 anos na cama, em seis meses passou a
andar apoiado em bengalas, com os novos métodos implantados por Guttmann. Entre
esses métodos estavam, além da prática de exercícios físicos, o desenvolvimento
de novos modelos de cadeiras de rodas.
Nos Jogos Olímpicos de Londres-1948,
o médico organizou competições de arco e flecha e basquete em cadeiras de rodas
para seus 16 atletas (14 homens e duas mulheres) portadores de deficiências. Em
1952, esses Jogos de Stoke Mandeville organizados por Guttmann já tinham
caráter internacional, com mais de 130 inscritos. Em 1960, a competição
iniciada por Guttmann foi disputada em Roma, na Itália, já sob o nome de Jogos
Paraolímpicos. Foram 400 inscritos, de 23 países, participando de oito
esportes, dos quais seis seguem no programa parallímpico até hoje (tênis de
mesa, tiro com arco, basquete, natação, esgrima e atletismo).
Guttmann ainda fundou a Federação
Inglesa de Esportes para Portadores de Deficiência em 1961, ano em que também
assumiu a presidência da Sociedade Médica Internacional de Paraplegia
(atualmente Sociedade Internacional de Medula Espinhal). Em sua homenagem,
Barcelona, na Espanha, fundou o Instituto Guttmann em 1965 – foi o primeiro
hospital especializado em neurorreabilitação de portadores de lesão medular e
danos cerebrais.
Ludwig Guttmann morreu de infarto no
miocárdio em 1989. Nos Jogos Paraolímpicos de Londres-2012, com participação de
4.200 inscritos, Eva Guttmann foi indicada como prefeita da Vila Paraolímpica,
em homenagem ao pai.
Fontes: Comitê
Paraolímpico Internacional, Comitê Paraolímpico
Britânico e artigo do médico cardiologista Lauro Arruda em site do
Hospital do Coração. Disponível em: http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/paraolimpiadas. Acesso em 07/04/2016.
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