quinta-feira, 7 de abril de 2016

JOGOS OLÍMPICOS

Uma disputa milenar

Desde sua primeira edição na Era Moderna, em 1896, em Atenas, até Londres, em 2012, os Jogos Olímpicos cresceram ao ponto de se transformarem no maior evento do planeta e único capaz de reunir delegações de mais de 200 países em uma mesma cidade. Para se ter uma ideia da força dos Jogos na atualidade, nem mesmo a Organização das Nações Unidas (ONU) consegue agregar tantas nações. 
A tradição olímpica remonta há 2.500 anos e tem origem na Grécia Antiga. Naquele tempo, foram disputadas quase 300 edições, que deixaram de ocorrer tempos depois da invasão dos romanos à Grécia.
A origem

A cultura ocidental deve muito aos antigos gregos. O legado deixado por essa civilização ainda hoje ecoa, com influência em setores tão distintos como a medicina, a geometria, a física, a arquitetura e o teatro, entre outros.
Quando o assunto é esporte olímpico, as marcas se tornam ainda mais evidentes. Se o planeta, desde o fim do século 19, celebra a cada quatro anos o maior evento esportivo da humanidade, isso só é possível porque, lá atrás, há mais de 2.500 anos, os gregos lançaram a semente das Olimpíadas.
Reza a mitologia que os Jogos nasceram pelas mãos do grande Hércules, ainda na Era Antiga, por volta de 2.500 a.C., para homenagear seu pai, Zeus. Hércules teria plantado a oliveira de onde eram colhidas as folhas para emoldurar a coroa a ser usada por quem triunfasse nas competições. O termo “olímpico”, entretanto, só surgiria cerca de dois mil anos depois.
Os primeiros registros históricos das Olimpíadas datam de 776 a.C., época em que os vencedores começaram a ter seus nomes registrados. Foi nesse período que o termo “Olimpíadas” surgiu, após Iftos, rei de Ilia, aliar-se ao monarca de Esparta, Licurgo, e ao rei de Pissa, Clístenes. A aliança foi selada no templo de Hera, localizado no santuário de Olímpia. Vem daí o nome “Olimpíadas”.
Por meio desse acordo, instituiu-se uma trégua, considerada sagrada em toda a Grécia, no período em que os Jogos fossem disputados. Esse acerto era levado tão a sério que, durante a Guerra do Peloponeso (conflito armado entre Atenas e Esparta, travado entre 431 e 404 a.C.), rivais deixaram as rusgas de lado para competir nos Jogos.
Um fator climático, entretanto, limitou a realização plena dos Jogos em 776 a.C.. Um temporal desabou sobre Olímpia e impediu que a maioria das provas programadas fosse disputada. A única que se concretizou foi uma corrida pelo estádio, vencida por um cozinheiro, Coroebus de Elis. Ao completar a distância de 192,27 metros, ele tornou-se o primeiro campeão olímpico da história.
Após os Jogos de 776 a.C., ficou acertado que as Olimpíadas seriam realizadas a cada quatro anos, sempre durante os meses de julho ou agosto e em um período de cinco dias, com  provas abertas aos gregos que fossem cidadãos livres e que nunca tivessem cometido crimes. Durante as décadas seguintes, a competição ganhou força e o número de modalidades chegou a dez, por volta do século 5 a.C., com provas de corrida, arremesso de disco, pentatlo, corrida de bigas, corrida de cavalos, salto em distância, lançamento de dardo, boxe, luta e pancrácio (arte marcial antiga que aliava técnicas do boxe e da luta olímpica).
As competições eram vetadas às mulheres, que não podiam nem mesmo assistir às disputas, com exceção das sacerdotisas de Dêmetra. As mulheres, contudo, tinham um torneio próprio, disputado pouco antes das Olimpíadas, no mesmo estádio de Olímpia, e que era batizado de Heraea, uma homenagem a Hera, a esposa de Zeus.
A tradição das Olimpíadas, entretanto, sofreria um duro golpe com a invasão dos romanos à Grécia, em 456 a.C.. O espírito olímpico arrefeceu com o passar do tempo e as competições passaram a ser encaradas como meros combates. Assim, a última Olimpíada da Era Antiga foi realizada em 393 a.C.. O imperador Teodósio I cancelou os Jogos, após proibir a adoração aos deuses. Terminava ali um período de competições notáveis da história grega, com 293 edições dos Jogos Olímpicos antigos.
O sonho de Coubertin

Foram necessários cerca de 1.500 anos para que alguém tivesse a idéia de resgatar uma competição nos moldes das Olimpíadas dos gregos antigos. Coube a um pedagogo e historiador francês a tarefa de levar adiante o sonho de que o mundo pudesse juntar-se de tempos em tempos em um grande evento esportivo.
Nascido em 1º de janeiro de 1863, Pierre de Frédy, que se tornaria conhecido como o Barão de Coubertin, tinha antepassados que receberam títulos de nobreza do rei Luís XI. Em 1567, um de seus familiares adquiriu o Senhorio de Coubertin, próximo a Paris, e, a partir daí, a família adotou o nome da localidade para distingui-la.
Formado em ciências políticas e avesso à carreira militar, o Barão de Coubertin passou a se dedicar à tentativa de reformar o sistema educacional francês. Em 1892, apresentou, na famosa universidade Sorbonne, em Paris, um estudo intitulado “Os exercícios físicos do mundo moderno”, que já demonstrava seu engajamento no campo esportivo. Na ocasião, expôs seu projeto de recriar as Olimpíadas, mas a ideia acabou não empolgando.
Dois anos depois, em 24 de junho de 1894, em uma convenção novamente realizada na Sorbonne, com a presença de delegados de 13 países, o Barão de Coubertin obteve da Grécia uma promessa que acabaria por revolucionar o esporte no século seguinte: os gregos concordaram em sediar a primeira Olimpíada da Era Moderna, em Atenas. A partir daí, como se fez na antiguidade, a competição seria realizada de quatro em quatro anos.
Naquela convenção, constituiu-se o Comitê Olímpico Internacional (COI), entidade da qual o Barão de Coubertin foi o primeiro secretário-geral e, depois, o segundo presidente, sucedendo o grego Dimítrios Vikélas.
A primeira Olimpíada da Era Moderna foi disputada entre 6 e 15 de abril de 1896, com delegações de 14 países, que somavam 241 atletas. Eles competiram em 43 eventos, de nove modalidades.
Desde então, os Jogos Olímpicos foram interrompidos apenas durante os períodos da Primeira e da Segunda Guerras Mundiais, travadas, respectivamente, entre 1914 e 1918 e 1939 e 1945. A competição cresceu década após década até se tornar o maior evento da humanidade, não só no esporte, mas em qualquer nível, reunindo, desde os Jogos de Atenas, em 2004, delegações de mais de 200 países.
Apesar de a frase não ser de sua autoria – ela é creditada a um bispo de Londres, que a teria dito antes dos Jogos de 1908 –, o Barão de Coubertin adotou um lema que se tornou famoso mundialmente: “O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade”.
Pierre de Frédy morreu em 2 de setembro de 1937, aos 74 anos, em Genebra, e foi enterrado em Lausanne, também na Suíça, sede do Comitê Olímpico Internacional. Seu coração, porém, está sepultado em outro local, cujo simbolismo resume o sonho que ele perseguiu e tornou real. O coração do Barão de Coubertin repousa em Atenas, capital da Grécia, num monumento erguido em sua homenagem, localizado nas proximidades das ruínas do Templo de Olímpia.
Fonte: http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/olimpiadas. Acesso em 07/04/2016

Entrevista sobre o livro "Por uma outra globalização"


REGULAMENTO DA II OLIMPÍADA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA – OBG

1. Introdução

A II OLIMPÍADA BRASILEIRA DE GEOGRAFIA – OBG é a fase nacional do projeto Olimpíada Geo-Brasil – OGB. A OGB inclui também uma fase internacional da International Geoghraphy Olympiad - iGeo e da International Earth Science Olympiad – IESO, a seleção para participar das fases internacionais ocorre através da OBG. Para a IESO a seleção ocorre através da Olimpiada Brasileira de Agropecuária (OBAP).
No ano de 2015 o Brasil se fez representar na iGeo como observador, a fim de obter informações e contatos para preparar a participação de uma equipe de alunos brasileiros.
A participação na iGeo 2016 não está garantida, dependerá da disponibilidade de recursos financeiros a serem obtidos.
A Comissão Organizadora da OBG – COOBG está sendo formada por uma equipe voluntária de professores de várias instituições Brasileiras, como elencado no artigo 13.
Os temas de interesse da Olimpíada Brasileira de Geografia envolvem a geografia e as geociências.
Os estudantes participantes da olimpíada deverão demonstrar a sua capacidade de análise e interpretação dos fenômenos geográficos e geocientíficos de modo integrado, rompendo com o dualismo geografia física x geografia humana que deve estar expressa nas metodologias de ensino e aprendizagem contidas na formação desses estudantes.
Eventos dessa natureza primam pela competição, mas o objetivo da comissão científica da OBG é criar um espaço de colaboração e aproveitar o evento para o crescimento e a difusão de boas práticas de ensino.
A Olimpíada se desdobra em duas partes: uma prova competitiva e uma prova cooperativa, que se tornarão objeto de interesse de estudantes e professores, envolvendo no seu projeto questões como: sustentabilidade, utilização ética dos recursos naturais, contribuindo para a criação de uma sociedade justa e participativa. Não é obrigatória a participação nas duas partes, sendo possível a participação em apenas uma das duas partes. A parte cooperativa não gera pontuações e não influi para a classificação da parte competitiva.

2. Os objetivos

A OBG tem como objetivos principais:
  • despertar nos jovens estudantes o interesse pela geografia e geociências, estimulando-os a pesquisar e questionar sua curiosidade científica, criando um ambiente propício para o seu crescimento intelectual e emocional, contribuindo para a melhoria educacional do país como um todo;
  • promover o aprimoramento do ensino de geografia e das geociências em todas as escolas do país, incentivando professores a inovar suas metodologias de ensino e aprendizagem e atender ao interesse crescente dos estudantes;
  • promover trocas de informações, conhecimentos e experiências em processo de ensino e aprendizagem entre estudantes e professores no Brasil e no exterior;
  • estabelecer relações amistosas entre os jovens participantes do Brasil e dos diferentes países participantes da fase internacional, fomentando a cooperação entre os mesmos.
3. Quem pode participar

Todos os estudantes das escolas públicas e particulares do Brasil, desde o 9° ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio, podem participar da seleção nacional da OBG. A idade máxima dos estudantes participantes é de 19 anos completos até dia 30 de Junho 2016.
No momento há um único modelo de prova para todos os inscritos, independente do ano em que está matriculado.
Estudantes que não estejam inseridos nesta faixa de escolaridade ou de idade podem participar extraoficialmente.
Estudantes inscritos em ensino superior, nível graduação, não podem participar.
A participação dos estudantes na OBG é absolutamente voluntária e gratuita.
Não há número mínimo ou máximo de participantes para cada escola. Todos os estudantes podem e devem ser igualmente convidados a participar.

4. Cronograma

O cronograma da OBG encontra-se publicado neste link. O cronograma está sujeito a mudanças, sugerimos acompanhar regularmente este site.

  • Inscrições: 6 de abril a 11 de maio.
  • Realização da prova competitiva:
    • Primeira fase - 20 de maio.
    • Segunda fase - 10 de junho.
  • Prova Cooperativa: até dia 10 de novembro.
  • Envio dos Certificados de Participação dos estudantes e professores envolvidos: 10 de dezembro.
Acompanhe o cronograma para eventuais mudanças !

5. Inscrições

Para inscrever os estudantes, as escolas têm primeiramente de selecionar e cadastrar um professor e preencher o cadastro de inscrição on-line na página oficial da OBG. Esse professor, daqui pra frente chamado de professor representante, cuidará de todas as relações entre a escola e a OBG.
Ao se inscrever como professor representante, o professor se compromete a seguir explicitamente este regulamento e zelar para o bom andamento da OBG, comprometendo-se com a ideia de que a OBG é uma prática educativa que acontece sob premissas de honestidade e confiança, valores que pretendemos também transmitir aos alunos inscritos.
São funções e responsabilidades dos professores representantes:
  • receber toda correspondência da OBG realizada exclusivamente por correio eletrônico;
  • estimular a inscrição dos estudantes da escola na OBG, inscrever estudantes na OBG (aqueles que não conseguirem fazer isso no site) e inserir os dados dos outros colegas envolvidos na OBG a nível daquela instituição;
  • imprimir e distribuir os certificados de classificação e participação a serem enviados como PDF.
Para a inscrição da escola é necessário o código desta junto ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

6. Prova competitiva

A II OBG será realizada em duas fases, sendo ambas on-line.
A primeira fase é uma prova objetiva (múltipla escolha) e tem duração de 3 horas (três horas) que estará disponível na internet para ser realizada durante o período especificado no cronograma. A prova é individual e sem consulta.
Passam para a segunda-fase os primeiros 10 (dez) alunos de cada escola.
A segunda fase é uma prova objetiva (múltipla escolha) e tem a duração de 3 horas (três horas) e só poderá ser realizada sob a supervisão do professor representante. O horário sugerido para aplicação é das 8hs até 11hs. A prova é individual e sem consulta.
Espera-se o máximo cuidado com o sigilo das questões e da execução das tarefas sob incumbência do professor representante.
As respostas dos quesitos olímpicos dos classificados serão publicadas no site do OBG na modalidade nacional, estadual e por escola.

7. Resultados finais

Esta olimpíada não prevê prêmios ou medalhas. Todos os participantes receberão certificados em formato PDF. Os melhores classificados receberão certificados em formato PDF de medalhas de ouro, prata e bronze.
Incentivamos as escolas a imprimir os certificados e realizar cerimônias de entrega.

8. Prova cooperativa

Os estudantes que participam da prova cooperativa podem participar ou não da prova competitiva. A prova cooperativa não vale pontuação e não interfere com a classificação obtida na prova competitiva.
Para participar da fase cooperativa os estudantes têm que se organizar em grupos de 3, mais um professor com função de tutor.
A prova cooperativa deverá ser realizada conforme o roteiro que será disponibilizado no site. Trata-se de uma atividade de pesquisa de âmbito local.

9. A Contrapartida das escolas

A Comissão de Olimpíadas solicita gentilmente às escolas e seus professores e funcionários uma colaboração para que a OBG aconteça da melhor maneira possível na escola. Solicitamos atenção e apoio para os seguintes aspectos:
  • o envolvimento de professores e funcionários da escola com a OBG, criando um ambiente de crescimento que estimule os estudantes a participarem;
  • ao longo do tempo, planejar o calendário da escola de maneira a incluir a OBG de forma que ela não concorra com outra atividade importante, ou que haja colisão com as atividades normais;
  • prover a infraestrutura para a realização das provas;
  • repassar para a organização as respostas das provas;
10. Do evento internacional

Compativelmente com os recursos econômicos, existe a possibilidade de enviar uma delegação brasileira para a iGeo. Os estudantes serão selecionados utilizando a classificação da OBG entre os estudantes que tenham entre 16 e 19 anos no dia 30 de junho do ano da olimpíada. Em caso de empate será dada preferência ao estudante mais novo.
Dois adultos poderão integrar a equipe e um deles poderá ser selecionado entre os professores representantes, a critério da organização.
A participação do Brasil na iGeo 2016 ainda não está confirmada.

11. A organização central do evento

A COOBG é gerenciada pelo Prof. Dr. Roberto Greco (Instituto de Geociências - UNICAMP) para a parte cientifica e pelo Prof. Daniel Fonseca Lavouras (Sistema Ortogonal de Ensino - Unidade Porto Alegre) para a parte logística.
Integram a COOBG professores e funcionários das instituições que constam do link.
Outras instituições poderão se juntar em qualquer momento manifestando interesse em colaborar para a secretaria da OBG.

12. Disposições Gerais

Os participantes, ao inscreverem-se na competição concordam com as regras estabelecidas.
A COOBG terá a última palavra sobre a interpretação deste regulamento, casos omissos neste regulamento, ou casos carentes de solução imediata.
Este regulamento será revisto anualmente pela Comissão Organizadora.
A logomarca do evento faz parte de seu patrimônio, somente com a permissão dos organizadores será possível utilizá-la para fins comerciais.

13. Contatos

Site: www.obg.net.br
Av. Independência, 380
Porto Alegre – RS

90035-074

II Olimpíada Brasileira de Geografia

http://www.obg.net.br

A Olimpíada Brasileira de Geografia (OBG) é uma olimpíada científica para estudantes das escolas públicas e particulares do Brasil, desde o 9° ano do Ensino Fundamental até o 3º ano do Ensino Médio.
A Comissão Organizadora da OBG – COOBG está sendo formada por uma equipe voluntária de professores de várias instituições Brasileiras, como elencado no regulamento.
Os temas de interesse da Olimpíada Brasileira de Geografia envolvem a Geografia e as Geociências.
Os estudantes participantes da olimpíada deverão demonstrar a sua capacidade de análise e interpretação dos fenômenos geográficos de modo integrado, rompendo com o dualismo geografia física x geografia humana que deve estar expressa nas metodologias de ensino e aprendizagem contidas na formação desses estudantes.
Eventos dessa natureza primam pela competição, mas o objetivo da comissão científica da OBG é criar um espaço de colaboração e aproveitar o evento para o crescimento e a difusão de boas práticas de ensino.
A Olimpíada se desdobra em duas partes: uma prova competitiva e uma prova cooperativa, que se tornarão objeto de interesse de estudantes e professores, envolvendo no seu projeto questões como sustentabilidade e utilização ética dos recursos naturais, contribuindo para a criação de uma sociedade justa e participativa. É possível a participação em apenas uma das duas partes. A parte cooperativa não gera pontuações e não influi para a classificação da parte competitiva.